A pessoa achava que,com o decurso do tempo,havia sofrido alterações na alma,no modo de viver,de lidar com as pessoas e com as situações.Agora era um pouco comedida,quieta,um pouco anti social,suas atitudes e maneiras de se aproximar eram dosadas,como que milimetricamente,uma prudência involuntária tomava conta.O homem é o lobo do homem.Havia uma especie de auto-analise prévia para certas ocasiões..Aquela de outrora,brincalhona,gordinha (toda gordinha é sempre mais ousada e engraçada que as mais magras)ia se perdendo no vento,na brisa,que soprava de mansinho.Tornara-se uma verdadeira observadora.Não sei quando,nem porque,nem em quais proporções catastróficas,estas coisas foram tomando lugar no espaço.Observava quieta outras pessoas,a maneira peculiar de cada uma em relação às outras,os sorrisos,os abraços,as palavras trocadas,os gestos,as reações.Às vezes,uma gota de "não-verdade",ou falsidade (como queira),era facilmente percebida,sentida no ar. Então resolveu ir embora,e escrever essas poucas palavras que de vez em quando cismam em aparecer.
Fui
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